quarta-feira, 5 de março de 2014

Publicação na Gazeta do Povo do dia 05/03/14

Copa do Mundo
Como se não bastasse a gastança generalizada para a construção da Arena e de obras de mobilidade urbana para essa malfadada Copa em Curitiba ficaremos, agora, reféns das regras de exceção da Fifa (Gazeta, 2/3), ditando o que pode e o que não se pode fazer. Só faltava o documento imposto pela Fifa ao poder público cercear o direito de ir e vir do cidadão. Realmente, é muita audácia e petulância termos de nos submeter a essa situação vexatória.
Marcelo Rebinski, historiador

Publicação na Gazeta do Povo do dia 03/03/14

Assembleia
Às vezes me pergunto se não estou vivendo na vida real a hilária telenovela O Bem-Amado, com as artimanhas protagonizadas por Odorico Paraguaçu na fictícia Sucupira. Pois é isso que vejo o Poder Legislativo promover nos últimos dias. “Tratoraço” para aprovar auxílio-moradia para juízes, privatização da saúde com a criação da Fundação Estatal de Saúde, votações a toque de caixa em projetos de interesse do Executivo e declaração machista do presidente da Casa. Chega a ser irônico e sarcástico.
Marcelo Rebinski, historiador

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Editorial: Limites democráticos

* Marcelo Rebinski

  |Limites democráticos

Edit22
A democracia permite, mas também limita. Agredir, incendiar, invadir, depredar e restringir os direitos de outras pessoas são ações antidemocráticas.

Os conflitos da democracia devem ser resolvidos com mais democracia, e não com menos. Esta frase define bem o ideal de todos os democratas, que reconhecem a liberdade como principal instrumento para a construção de uma sociedade justa e civilizada. Mas a democracia também tem limites. E as manifestações de rua que se vêm registrando no país por grupos organizados e minorias comprometidas com causas que nem sempre são coletivas têm testado diariamente estes limites, sem que os governos e as forças de segurança se mostrem suficientemente preparados para lidar com a quebra da ordem pública.
Em alguns lugares, a polícia intervém com excesso de força, em outros omite-se a ponto de permitir depredações. Como os protestos invariavelmente causam transtornos à população e têm sido frequentes, o país precisa aprender a conviver com eles. Mas o primeiro passo tem que ser dado pelos governantes. Diante do atual cenário, é imprescindível que o poder público, em todos os seus níveis, adote estratégias preventivas, baseadas na inteligência, no diálogo e na dissuasão pacífica de manifestações violentas _ sem que as forças policiais renunciem ao seu dever constitucional de proteger os cidadãos e as instalações públicas ou privadas. O ideal, obviamente, é menos polícia e mais diálogo.
Representantes de movimentos sociais gostam de dizer que a melhor maneira de evitar manifestações é atender suas demandas, antes que os ativistas vão às ruas. Trata-se, porém, de uma utopia. Nem todas as demandas podem ser resolvidas com o atendimento, pois muitas delas derivam de posições antagônicas e se transformam em litígios. Numa democracia, os conflitos devem, sempre, ser resolvidos de forma negociada. Mas as pressões são válidas e legítimas. A própria Constituição brasileira assegura a todos os cidadãos o direito de se manifestar, de fazer greve, de se organizar para pressionar os patrões e os governos. Também garante a quem quiser o direito de protestar contra decisões do poder público, como é o caso dos gastos com a Copa do Mundo ou da própria realização do evento.
O que não está bem resolvido é a questão dos limites. A democracia permite, mas também limita. Protestar, gritar, exibir faixas, ocupar espaços públicos, tudo isso faz parte do jogo democrático. Mas é preciso entender que agredir, incendiar, invadir, depredar e restringir os direitos de outras pessoas são ações antidemocráticas. Cabe ao Estado, como a representação que a sociedade lhe concede, negociar, dialogar e evitar que tais atos se consumem ou, em último caso, reprimi-los.

Marcelo Rebinski, professor e historiador

Publicação na Gazeta do Povo do dia 27/02/14

Greve 3 

Certamente o que está por trás da interrupção é muito mais do que a pauta de revindicações de motoristas e cobradores – que, por sinal, têm razão quanto ao baixo salário e às condições precárias de trabalho. Há interesses obscuros por parte das empresas e da própria prefeitura em não resolver o problema da malfadada caixa-preta, mostrando para a população o que realmente impacta no valor real da tarifa.

Marcelo Rebinski, historiador

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Calendário Escolar - 1º semestre - 2014

Confira o calendário escolar previsto para o 1º semestre de 2014

Fevereiro
Dia 10                    Início do ano letivo

Março
Dia 03,04               Feriado - Carnaval
Dia 05                    Recesso

Abril
Dia 17                    Conselho de Classe Participativo
Dia 18                    Feriado - Paixão 
Dia 21                    Feriado - Tiradentes

Maio
Dia 01                    Feriado - Dia do Trabalho

Junho
Dia 12                    Copa - Jogo do Brasil
Dia 16                    Copa - Jogo em Curitiba 
Dia 17                    Copa - Jogo do Brasil
Dia 19                    Feriado - Corpus Christi
Dia 20                    Copa - Jogo em Curitiba
Dia 23                    Copa - Jogo do Brasil
Dia 26                    Copa - Jogo em Curitiba
Dia 27                    Término das aulas 

Julho 
Dia 14                    Início das aulas

Publicação na Gazeta do Povo do dia 24/02/14

Auxílio-moradia
O Poder Judiciário, aquele que deveria ser o guardião das prerrogativas éticas e morais em um Estado de direito, corre sérios riscos de perder sua credibilidade em nosso estado. Contrariando o CNJ e andando na contramão da história, o TJ, ao insistir na aprovação do auxílio-moradia para desembargadores, banaliza o princípio clássico de justiça social, dando aos seus pares concessões dispendiosas em detrimento da maioria da população que não goza do direito a uma moradia digna.
Marcelo Rebinski, historiador

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Publicação na Gazeta do Povo do dia 22/02/14

Copa do Mundo 3
Viva! Vai dar Copa em Curitiba! Se tudo der certo, como estádio impecável, hotelaria, alimentação e mobilidade urbana eficientes, nossos políticos dirão aos pessimistas de plantão que o sucesso trouxe divisas suficientes para pagar a estratosférica conta. Se der errado, veremos o jogo do empurra-empurra para achar culpados entre seus pares pelo fracasso e, com certeza, chutarão a bola para o contribuinte arcar com o ônus da dívida e da incompetência.
Marcelo Rebinski, historiador