domingo, 12 de maio de 2013

TEMÁTICA: ESCRAVIDÃO NO BRASIL IV


Texto referente ao dia 09/05/13


TEXTO 4: Trabalho e Castigos

O  trabalho escravo era usado para os mais variados fins: no canavial, no engenho, na cozinha; nas minas; alugados na cidade, moças "trabalhavam" como prostitutas - enfim, não houve atividade em que o negro não tenha sido utilizado.
Os castigos eram severos e variado. O fazendeiro João Fernandes Vieira, um dos "heróis" da guerra contra os holandeses, estabeleceu o seguinte ritual quando ocorriam fugas, brigas, crimes etc.: "Depois de bem açoitados, o mandará picar com navalha ou faca que corta bem, e dar-lhe-á banho com sal, sumo de limão e urina, e o meterá alguns dias na corrente".
Alguns eram jogados vivos nas caldeiras de açúcar. Outros eram besuntados com mel e depois expostos à picadura de mosquitos, sofrendo durante horas essa tortura.
Prof. Marcelo Rebinski

TEMÁTICA: ESCRAVIDÃO NO BRASIL III


Texto referente ao dia 08/05/13


TEXTO 3: A Diversidade Cultural
Não há entre os estudiosos um consenso sobre o número de escravizados que entraram no Brasil, do século XVI até o fim do tráfico em 1850. Os números oscilam entre 3 milhões e 600 mil e 8 milhões de cativos. Porém, a cifra aproximada deve ter sido de 5 milhões. Os negros que foram trazidos para o Brasil eram originiários de três regiões africanas. A primeira estava localizada do Senegal até Serra Leoa; a segunda, entre os rios Walta e Níger, a chamada costa do escravo; a terceira compreendia Congo, Angola e Moçambique.
Podemos dividir os grupos que vieram para o Brasil da seguinte maneira:
a) Culturas sudanesas representadas principalmente pelos lorubas, da Nígeria  - introduzidos no Brasil em fins do século XVIII, estavam divididos em vários grupos (Nagôs, Eubá, Ketu etc.); povos Daomeanos (Ewe, Fon etc.); Fanti-Ashanti e diversos outros povo da região.
b) Culturas guineano-sudanesas islamizadas, ou seja, negros que adotavam a religião islâmica, como os Fulah, Mandinga, Haussá, etc.
c) Culturas bantus: inúmeras tribos oriundas da região da Angola e do Congo.
Entretanto, essas sobrevivências culturais não existem em estado puro, sendo muito difícil de identificá-las.

Prof. Marcelo Rebinski

quinta-feira, 9 de maio de 2013

GAZETA DO POVO - 09/05/13 - COLUNA DO LEITOR - VERSÃO ON-LINE


Subsídio 1

A desoneração do ICMS assinada pelo governador do estado não resolverá o problema do transporte coletivo em Curitiba (Gazeta, 7/5). Sem o subsídio dado pelo governo, a tarifa tende a aumentar ao invés de reduzir. A capacidade operacional do sistema da Urbs que atende a integração com a região metropolitana está no vermelho, e o problema vem sendo protelado há vários anos. Não se sabe o que existe debaixo do tapete da Urbs. É preciso que o prefeito cumpra a promessa de abrir a “caixa preta” do transporte coletivo para que a população entenda porque paga uma tarifa cara para utilizar ônibus superlotados e ineficientes, principalmente em horários de pico.

Marcelo Rebinski

terça-feira, 7 de maio de 2013

TEMÁTICA: ESCRAVIDÃO NO BRASIL II



TEXTO 2: A Escravidão Africana
 
 
No início do processo de colonização do Brasil por parte dos portugueses, a mão de obra indígena foi de importância fundamental.
Porém as revoltas indígenas sistemáticas, os desentendimentos entre jesuítas e colonos, a grande mortalidade entre nativos e a inadaptação cultural dos índios ao ritmo de trabalho exigido pelos portugueses fizeram com que as autoridades lusitanas optassem por adotar a mão de obra africana.
A escravidão negra já era utilizada pelos portugueses desde o século XV (1401-1500) em outros territórios.
Por volta de 1550, alguns milhares de africanos já realizavam as atividades produtivas do Brasil.
A mão de obra africana trazia uma série de vantagens: lucrativo tráfico de escravos; experiência dos negros em agricultura e metalurgia; dificuldade de fuga porque os negros não conheciam o território.
 
O Tráfico
 
A obtenção de escravos na África era facilitada pelos reinos escravistas, como os de Mali e do Congo. Os escravos eram obtidos por processos repressivos diversos, sendo depois comercializados com os europeus. As camadas dominantes dos reinos africanos usavam os escravos como mercadorias em troca de tecidos, armas, jóias, algodão, tabaco, cachaça, cobre e ouro.
O tráfico de escravos deu origem ao comércio triangular, envolvendo o Brasil, a Europa e a África. Navios deixavam Portugal levando manufaturados até a Guiné conduzindo depois para o Brasil escravos negros e, ali, carregavam o açúcar, que era transportado para a Europa. Numa outra direção, navios saíam de Portugal, abarrotados de vinhos e manufaturas, e vinham para o Brasil. Daqui iam para a África, levando aguardente e fumo; voltavam ao Brasil cheios de escravos e partiam para Lisboa, carregados de açúcar.
A viagem da África ao Brasil era difícil e penosa para os africanos. Uma viagem de Angola a Pernambuco durava 35 dias; até a Bahia 40; e 50 dias até o Rio de Janeiro. Apinhados num espaço reduzido, mal alimentados e vítimas de terríveis castigos, o índice de mortalidade era muito grande.
Em 1625, cinco navios carregados vieram de Angola para o Brasil. Eis a taxa de mortalidade:
 
Enviados                                           Mortos                                Percentual de Mortos
195                                                     85                                        43,5
220                                                     125                                      57,2
357                                                     157                                      43,9
142                                                     51                                        35,9
297                                                     163                                      54,8
 
Após serem desembarcados em portos brasileiros, os escravizados africanos eram postos para se restabelecer (engordar para melhorar a aparência) para depois serem vendidos. A idade, a boa saúde e aparência, a procedência e o vigor físico eram fundamentais para se obter um bom preço. Este variava de acordo com as qualidades do cativo, da concorrência, da distância, da especulação e da conjuntura econômica.
Os leilões públicos e as vendas particulares foram os dois sistemas mais praticados no Brasil em que houve a escravidão.

Prof. Marcelo Rebinski

segunda-feira, 6 de maio de 2013

TEMÁTICA: ESCRAVIDÃO NO BRASIL


Texto 1: Conceitos
Conceitos básicos sobre Discriminação racial, Preconceito e Racismo.
* Discriminação racial
Tratamento desfavorável dado a uma pessoa ou grupo com base em características raciais ou étnicas: Por exemplo, impedir uma pessoa de assumir um emprego por não ser branca é um ato de discriminação.
* Preconceito
Conceito  ou opinião formados antecipadamente, sem conhecimento dos fatos. É uma idéia preconcebida e desfavorável a um grupo racial, étnico, religioso ou social contra outras raças, credos, religiões, etc..
* Racismo
Muito mais que apenas discriminação ou preconceito racial, é uma doutrina que afirma haver relação entre características raciais e culturais e que algumas raças são, por natureza, superiores a outras. As principais noções teóricas do racismo moderno derivam das idéias desenvolvidas por Arthur de Gobineau.
O racismo deforma o sentido científico do conceito de raça, utilizando-o para caracterizar diferenças religiosas, linguísticas e culturais.
Prof. Marcelo Rebinski


domingo, 5 de maio de 2013

GAZETA DO POVO - 05/05/13 - (domingo) - COLUNA DO LEITOR - VERSÃO IMPRESSA

Mensalão 2

De nada adianta os advogados de defesa dos mensaleiros apresentarem embargos pedindo a redução das penas, absolvição ou o descabido pedido de retirada do ministro Joaquim Barbosa da relatoria. A opinião pública tem a consciência de que o mensalão foi o maior caso de corrupção que se tem notícia na história do Brasil. Sabe também que o julgamento foi claro e transparente, pautado nas inquestionáveis provas apresentadas. Essas medidas são apenas protelatórias, pois a cadeia aos mensaleiros tarda mas não falha.
 
Marcelo Rebinski, historiador

sábado, 4 de maio de 2013

DEZ MELHORES FRASES DAS AULAS DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE


"Contra fatos comprovados não há argumentos"

"Nossas opiniões são a pele na qual queremos ser vistos"

"São muitas as verdades e, por esse motivo , não existe verdade alguma"

"Quem é ativo aprende sozinho"

"A melhor arma contra o inimigo é outro inimigo"

"O homem é, antes de tudo, um animal que julga"

"O futuro influi no presente da mesma maneira que o passado"

"Ninguém é tão louco que não possa encontrar outro louco que o entenda"

"Se ficar olhando muito tempo para o abismo, o abismo olhará para você"

"O homem é algo a ser superado. Ele é uma ponte, não um objetivo final"

Bom início de Bimestre a todos.

Prof. Marcelo Rebinski